
Nas últimas semanas, o projeto de Reforma e Reestruturação do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) ganhou espaço no debate público após questionamentos levantados por parte da imprensa local e pela Câmara de Vereadores. Diante das dúvidas apresentadas, a Redação PV analisou documentos oficiais, atas de reunião e os materiais técnicos apresentados ao Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e aos vereadores do município.
A conclusão é simples: o projeto vai muito além da criação de uma nova estrutura administrativa.
O QUE FOI APROVADO?
Diferentemente do que parte da população pode ter compreendido a partir de algumas publicações recentes, o projeto aprovado pelo COMTUR não trata apenas da instalação de uma nova sede para a Secretaria de Turismo.
O investimento prevê a implantação de um moderno Centro de Atendimento ao Turista, com espaços destinados ao atendimento dos visitantes, fortalecimento da governança turística, sala de reuniões, estrutura de apoio ao COMTUR e espaço para que empreendedores do setor possam desenvolver projetos e ações voltadas ao crescimento do turismo local.
Na prática, trata-se da criação de um centro de planejamento, recepção e articulação turística, algo comum em municípios que buscam profissionalizar a gestão do setor.
A VOTAÇÃO NÃO FOI UNÂNIME. E ISSO É BOM.
Um dos principais argumentos utilizados pelos críticos do projeto foi o fato de a aprovação não ter ocorrido por unanimidade.
Mas será que isso realmente representa um problema?
A resposta é não.
Conselhos municipais existem justamente para promover o debate democrático. Quando há votos favoráveis, contrários e abstenções, significa que os conselheiros tiveram liberdade para se manifestar.
O resultado final registrou 12 votos favoráveis, 3 votos contrários e 1 abstenção.
Mais do que demonstrar divisão, o resultado reforça a autonomia do COMTUR e evidencia que não houve imposição de posicionamentos por parte da Secretaria de Turismo.
Democracia não se mede pela unanimidade. Mede-se pela liberdade de debate.
E OS ATRATIVOS TURÍSTICOS CITADOS?
Outra pergunta recorrente foi: por que investir no CAT enquanto outros equipamentos turísticos enfrentam desafios?
A resposta passa justamente pelo planejamento integrado do turismo.
Trem Turístico Moita Bonita
Um dos pontos que motivaram a apresentação do projeto de Reforma e Reestruturação do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) está diretamente relacionado ao trabalho que vem sendo desenvolvido para viabilizar a futura operação do Trem Turístico e Cultural Moita Bonita.
A atual sede da Secretaria Municipal de Turismo encontra-se instalada na Estação Ferroviária, espaço que, naturalmente, deverá ser destinado à operação, recepção de passageiros, atividades comerciais e demais estruturas necessárias ao funcionamento do empreendimento turístico ferroviário.
Dessa forma, à medida que avançam as tratativas para transferência da operação do Trem Turístico à iniciativa privada, torna-se indispensável planejar a desocupação gradativa do imóvel atualmente utilizado pela Secretaria de Turismo, permitindo que a Estação Ferroviária passe a cumprir sua verdadeira vocação turística.
A decisão de buscar parceiros privados não ocorre por acaso. A operação de um trem turístico exige elevados investimentos em manutenção de locomotivas e vagões, seguros, adequações operacionais, pessoal especializado e cumprimento de rigorosas normas técnicas do setor ferroviário.
Ao buscar a participação da iniciativa privada, o município trabalha para transformar um importante patrimônio turístico em um equipamento economicamente sustentável, reduzindo custos permanentes para os cofres públicos e aumentando as chances de sucesso do projeto no longo prazo.
Portanto, a implantação do novo Centro de Atendimento ao Turista não é um projeto isolado. Trata-se de uma ação complementar e necessária dentro de uma estratégia maior de reestruturação do turismo municipal, que inclui a preparação da Estação Ferroviária para receber futuramente a operação do Trem Turístico e Cultural Moita Bonita.
Em outras palavras: o CAT não surge para substituir o Trem Turístico. Surge justamente para viabilizar que ele aconteça.
Museu Ferroviário
O Museu Ferroviário também integra o planejamento municipal.
O espaço deverá passar por novo processo licitatório visando sua revitalização e reabertura.
Embora seja um equipamento vinculado à área cultural, sua importância para o turismo local é inegável, motivo pelo qual os trabalhos vêm sendo conduzidos de forma impecável pela área de engenharia da Pasta do Turismo.
A proposta prevê utilização de recursos do DADETUR, além de investimentos municipais complementares.
Balneário Municipal
Quanto ao Balneário Municipal, a situação já possui encaminhamento administrativo.
As duas obras anteriormente executadas pela empresa OBRACRI foram rescindidas e os processos já estão em fase de preparação para nova licitação.
A medida busca assegurar a correta aplicação dos recursos públicos e permitir a retomada das melhorias dentro das exigências legais.
Jardim das Cerejeiras
O Jardim das Cerejeiras permanece aberto e em funcionamento.
Existe consenso de que o espaço merece novas melhorias e revitalizações.
Entretanto, por já ter recebido investimentos do DADETUR em gestões anteriores, novas intervenções dependem da busca de outras fontes de financiamento, seja junto ao Governo Federal, emendas parlamentares ou programas específicos de infraestrutura turística.
Segundo a Secretaria de Turismo, esse trabalho já está em andamento.
TRANSPARÊNCIA TOTAL
Outro ponto importante diz respeito à transparência.
O projeto foi apresentado ao COMTUR, debatido em reunião oficial, submetido à votação, registrado em ata e posteriormente apresentado aos vereadores do município em reunião realizada antes da sessão legislativa do dia 1º de junho de 2026.
Além disso, todo o material técnico foi disponibilizado para consulta dos Vereadores.
A população pode acessar diretamente os documentos, estudos e o vídeo institucional do projeto pelo link:
https://drive.google.com/drive/folders/1bvLJPF97RvuIQyAvqHo8Q-u7fLXj0G9a
O DEBATE QUE REALMENTE IMPORTA
A verdadeira discussão não deveria ser sobre escolher entre o CAT, o Trem Turístico, o Museu Ferroviário, o Balneário ou o Jardim das Cerejeiras.
O desafio é construir um sistema turístico integrado, capaz de receber visitantes, apoiar empreendedores, fortalecer a governança, captar investimentos e preparar o município para novos projetos.
Equipamentos turísticos são importantes.
Mas planejamento também é.
Sem planejamento, não há captação de recursos.
Sem governança, não há continuidade.
Sem estrutura adequada, não há desenvolvimento sustentável.
Paraguaçu Paulista possui potencial turístico reconhecido. O que está em discussão agora é como transformar esse potencial em resultados concretos para a economia local, geração de empregos e fortalecimento da identidade do município.
Por: Assessoria de Comunicação / PV Municipal