A operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes no Banco Digimais trouxe novamente à tona uma discussão que o Brasil insiste em evitar: quem realmente paga a conta quando grandes instituições financeiras entram em crise?

Enquanto milhares de brasileiros trabalham, pagam impostos e enfrentam juros cada vez maiores, vemos um roteiro que parece se repetir.

Primeiro surgem denúncias de irregularidades.

Depois aparecem grandes grupos interessados em adquirir a parte saudável do negócio.

As investigações seguem seu curso, os responsáveis terão direito à ampla defesa e ao devido processo legal, mas a estrutura do sistema financeiro continua funcionando para preservar sua estabilidade.

Isso levanta uma pergunta importante:

Quem assume os prejuízos quando uma instituição quebra?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) existe justamente para proteger os depositantes dentro dos limites previstos em lei. É um mecanismo importante para evitar pânico no sistema financeiro. Ao mesmo tempo, especialistas discutem o custo dessas operações e os incentivos criados quando crises desse tipo se repetem.

O debate não deve ser sobre uma pessoa, um banco ou uma religião.

O debate precisa ser sobre as regras.

Precisamos de um sistema onde quem assume riscos também responda por eles; onde a transparência seja a regra; onde o cidadão comum tenha a mesma proteção e a mesma rapidez que os grandes grupos econômicos costumam encontrar.

A maior mudança que o Brasil precisa não começa em Brasília.

Começa quando o cidadão entende a força que possui.

Quem vota escolhe quem faz as leis.

Quem acompanha cobra resultados.

Quem fiscaliza impede abusos.

O verdadeiro poder não está apenas no dinheiro, nem apenas nas instituições.

O verdadeiro poder continua sendo o de uma população informada, consciente e participativa.

Assessoria PV – Paraguaçu Paulista/SP