Por Assessoria de Comunicação PV – Municipal

Nos últimos meses, a Secretaria de Turismo de Paraguaçu Paulista foi alvo de críticas em razão da decisão de não realizar, naquele momento, a 16ª Expo Paraguaçu, prevista para 2026. Entre os fatores apresentados pelo Secretário de Turismo nas avaliações técnicas estava também a necessidade de considerar as condições climáticas e meteorológicas para o período previsto para o evento.

Relembre: https://folhadeparaguacu.com.br/fim-do-turismo-expo-paraguacu-2026-corre-risco-de-cancelamento/

Relembre: https://folhadeparaguacu.com.br/prefeitura-confirma-nao-havera-expo-paraguacu-em-2026-gestao-culpa-el-nino-e-cortes-de-gastos/

Matéria recente: https://folhadeparaguacu.com.br/lutecia-medidas-eventos-climaticos/

Na ocasião, essa preocupação foi tratada por alguns setores como exagero, justificativa ou tentativa de encontrar obstáculos para a realização da tradicional festa. O assunto chegou inclusive à tribuna da Câmara Municipal, onde vereadores fizeram críticas à posição adotada pela Secretaria.

Mas os fatos, como sempre, precisam ser analisados com serenidade.

O tempo está mostrando que a preocupação não era descabida

Uma publicação recente da própria Folha de Paraguaçu, que anteriormente questionou a decisão da Secretaria de Turismo, noticia agora que o município de Lutécia está adotando medidas urgentes diante da previsão e da ocorrência de eventos climáticos severos.

A matéria publicada em 24 de agosto de 2026 afirma que Lutécia está reforçando sua estrutura para enfrentar eventos climáticos severos, destacando a instabilidade meteorológica, o monitoramento de áreas sujeitas a inundações e os riscos provocados por tempestades.

A própria publicação também destaca a necessidade de planejamento, monitoramento permanente, limpeza preventiva de galerias, sinalização de pontos críticos e preparação para cenários meteorológicos adversos.

Ou seja: aquilo que ontem poderia parecer uma preocupação excessiva, hoje é reconhecido como uma questão concreta de planejamento e segurança pública.

Imprensa e agentes públicos precisam ter responsabilidade

Não se pretende aqui atacar qualquer veículo de comunicação ou vereador. A crítica é justamente ao debate público sem a necessária cautela na análise dos fatos.

A matéria anteriormente publicada pela Folha de Paraguaçu sobre a Expo 2026 adotou um tom extremamente crítico à Administração Municipal, afirmando que a cidade estaria diante do “fim do turismo” e atribuindo o risco de cancelamento principalmente à falta de recursos públicos e a supostos problemas de planejamento.

A publicação também classificou como “inexplicavelmente descartada” a possibilidade de realização da Expo pela iniciativa privada e utilizou expressões como “incompetência financeira” e “golpe letal” para caracterizar a situação.

É justamente nesse ponto que cabe uma reflexão à população:

Será que uma decisão administrativa responsável deve considerar apenas dinheiro, calendário e vontade política?

Ou também deve considerar segurança, condições climáticas, estrutura disponível, capacidade operacional, riscos ao público e responsabilidade com o dinheiro público?

A resposta parece óbvia.

Planejar não é ser contra a Expo

É importante deixar claro: considerar os riscos climáticos não significa ser contra a Expo Paraguaçu.

Muito pelo contrário.

Uma grande festa exige planejamento muito antes da montagem do palco. É necessário avaliar estrutura, segurança, acesso, atendimento de emergência, condições do terreno, chuvas, ventos fortes, tempestades, riscos de alagamento e todas as demais variáveis que possam colocar em risco milhares de pessoas.

O Secretário de Turismo, ao mencionar a questão climática entre os fatores que precisavam ser analisados, não estava fazendo uma previsão absoluta nem afirmando que necessariamente haveria uma catástrofe.

Estava fazendo aquilo que se espera de um gestor público: considerando cenários e riscos antes de assumir uma responsabilidade de grandes proporções.

Hoje a própria realidade reforça essa necessidade

A notícia sobre Lutécia é emblemática porque demonstra que municípios da nossa própria região estão se preparando para enfrentar eventos climáticos severos.

A matéria destaca que a administração municipal está adotando medidas preventivas e mantendo equipes em prontidão diante de cenários meteorológicos adversos.

Isso demonstra que discutir clima, tempestades e segurança não era uma desculpa criada para justificar uma decisão.

Era, e continua sendo, uma variável que precisa fazer parte de qualquer planejamento responsável para eventos de grande porte.

A população merece informação equilibrada

A imprensa exerce papel fundamental na democracia. Vereadores também exercem papel essencial na fiscalização do Poder Executivo.

Mas justamente por isso, ambos têm uma responsabilidade enorme: informar, fiscalizar e criticar com base em todos os elementos disponíveis, evitando transformar uma decisão técnica em disputa política antes que todos os fatos sejam conhecidos.

Críticas fazem parte da democracia.

O que precisa ser evitado é a precipitação.

Porque aquilo que hoje é apresentado como “desculpa” pode amanhã se revelar uma medida de prudência.

E aquilo que hoje parece uma certeza pode amanhã ser superado pelos fatos.

O tempo é o melhor juiz

A discussão sobre a 16ª Expo Paraguaçu não deve ser transformada em uma disputa entre quem “venceu” ou quem “perdeu” uma narrativa.

O que deve prevalecer é a responsabilidade com Paraguaçu Paulista.

Se as condições climáticas para o período entre outubro de 2026 e janeiro de 2027 apresentarem cenários de maior severidade, como já vêm sendo objeto de preocupação regional, isso apenas reforça que o fator climático precisava, sim, estar entre os elementos de análise do Poder Público.

Não se trata de dizer que o Secretário “previu o futuro”.

Trata-se de reconhecer algo muito mais simples:

ele alertou que o futuro precisava ser analisado antes de uma decisão.

E essa é exatamente a diferença entre agir por impulso e administrar com responsabilidade.

Um chamado à reflexão

A Assessoria de Comunicação do PV Municipal entende que imprensa, Poder Legislativo e Poder Executivo devem manter um diálogo permanente e respeitoso, porque todos têm um compromisso maior: a população de Paraguaçu Paulista.

É legítimo questionar o Governo.

É legítimo discordar do Secretário.

É legítimo defender a realização da Expo.

Mas também é necessário reconhecer quando uma preocupação apresentada pela Administração Pública encontra respaldo na realidade.

Antes de criticar uma decisão técnica, é preciso conhecer todos os seus fundamentos. Antes de transformar uma preocupação em manchete, é preciso considerar todos os cenários. E antes de fazer julgamento definitivo, é preciso permitir que o tempo apresente os fatos.

No caso da Expo Paraguaçu, talvez a principal lição seja justamente essa:

planejamento responsável não é pessimismo. É prevenção.

Por Assessoria de Comunicação

PV – Diretório Municipal de Paraguaçu Paulista